Ensinar é um exercício de imortalidade

“Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim, não morre jamais…”
(Rubem Alves)

““Ganhemo”, “ganhemo”, “ganhemo…””. Cantando assim, subíamos da quadra, passando pela grande escadaria da escola após verdadeiros clássicos do futebol entre o 1º A vs 1º B. Era início do ano de 1989, eu então com 7 anos, além das práticas esportivas, as quais o professor de educação física nunca precisou fazer muito esforço para eu gostar, dava também os primeiros passos a caminho da alfabetização. Lembro-me com alegria e saudades da “prô Cleusa”. Sempre muito bem-humorada nos ensinou a rabiscar e a juntar as primeiras letras, além de somar e diminuir as primeiras laranjas e maçãs. Fui considerado sortudo por ter parado na turminha da professora Cleusa. Era uma professora muito disputada por sua pedagogia amorosa, alegre e eficaz.
Não tenho a pretensão de ser nostálgico, mas sim de expressar como a tia Cleusa marcou profundamente minha vida. Ao lembrar-me dela e de tantos outros professores, olho para minha vida e vejo como as palavras de Rubem Alves ganham sentido e valor. Percebo como meus professores e professoras marcaram profundamente minha história, como me encantaram e me cativaram através do conhecimento e principalmente através da paixão pelo ensino. Sem dúvidas, os mestres com os quais, pela graça de Deus, tive a oportunidade de aprender continuam a viver através da minha vida. Não porque eu seja professor, mas porque vivo a partir de muitos pilares fundados por meus professores.
H. R. Rookmaaker ao afirmar que “A Arte não precisa de Justificativa” defende a ideia de que toda arte por si só reflete a glória, a beleza e a santidade de Deus e se assim não o faz então não é arte, mas se assim o faz então justifica-se naturalmente por sua essência. Eu me aproprio do conceito de Rookmaaker e olho para educação com os mesmos olhos: A Educação deve expressar a glória, a beleza e a santidade de Deus, do contrário não é educação.
Em nossa escola, Colégio Couto Magalhães, somos privilegiados por termos em nossos pilares educacionais a Palavra de Deus e seus valores. Hoje, com 36 anos, eu gostaria de reencontrar a tia Cleusa e todos os demais professores da minha vida para agradecê-los pelas lições, por cada chamada de atenção, por todos os momentos dedicados em amor preparando aulas, preparando avaliações, por permanecerem vivos em minha história.
Bom, eu não posso fazer isso em tempo de escrever o texto, mas posso homenagear pessoas como a tia Cleusa agradecendo e parabenizando vocês, professores, assistentes, mestres, educadores do Colégio Couto Magalhães pelo lindo trabalho e por praticarem a imortalidade na vida de nossos queridos alunos.

Cleber de Oliveira Pereira
Capelão – Colégio Couto Magalhães

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